quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um nada que não precisa de mais nada

Pra que muita coisa?
Para o quê muita coisa?
Podemos folhear as folhas
Torna-las uma bolha
E fazê-la sorrir.
E nem precisa muita coisa
Apenas uma mulher doida
Aconchegada em uma mesa de bar
Espalhando sorriso à qualquer um que passar.
Mas por quê eu iria querer mais alguma coisa?
Existe um bêbado sábio, verdade.
Que nos dá conselhos devido à sua alta idade.
E que cidade...
Que espalha sentimentos
Alguns bons outros ruins
Uns desfrutam fodendo as narinas
Outros desfrutam fodendo os rins.
E pra que outra coisa?
Eu posso ver tudo isso e até escrever em uma losa
Que a vida passa desesperada
E que eu não preciso de mais nada...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A moça Vida

A madrugada feliz é longa, perto de um dia maldito.
As conversas interessantes encantam. (É melhor que conversa de hospício)
A sombra de uma ideia constrói satisfação, e bastante.
A madrugada traz sede, que não se mata com refrigerante.
Nos quartos fechados se pode sentir alegria
Nas redes sociais se pode ver simpatias 
Nos baldes e bicas que a vida nos dá
Nós procuramos alegria e sabemos de onde tirar.
Ahhhh! A vida sempre nesse leva e traz
A moça sempre me traz surreais
Ahhhh! Mas a vida sempre nos satisfaz
A moça sempre dança, compunha e canta demais...
Em um certo dia, dois amigos conversavam em uma casa apertada. O lugar era escuro, não se via nada por lá. Havia muito sangue espalhado naquela casa. Havia vários cabos de energia jogados por lá. E já fazem 18 anos que eles estão presos por lá, porém nunca encontram um jeito de sair. Todos conhecem esta história. Pois não são somente esses dois amigos que ficam presos. Muitos e muitos estão presos em casas apertadas. E eles já estão cheios disso. Muito cheios. E a casa também tem um nome: saco.

E o caroço da vida surge em mais um verso maldito
E um esboço da menina faz mais um dia bonito
E a cara lavada pede um pouco de barro
E o empresário exausto não quer mais andar de carro
O porco não quer mais comer
A viúva não quer mais chorar
O santo não quer abençoar
A igreja não quer mais louvar
É só você, tempo
Que continua a passar...
E nessas madrugadas quentes
Vemos o quanto somos diferentes

O bairro

Era só mais um bairro normal
Onde as crianças se molhavam nas poças do quintal
Era só mais um dia normal
E as crianças dançavam para espantar o mal
E era só mais um dia normal
Onde as crianças observavam o bem como o mal
E eu era só mais um andarilho
Andando em calçadas de sentimentos
Quando fui atacado por um turbilhão de cata-ventos
Onde levou embora aquele pensamento
De que era apenas um bairro normal
Agora é só mais um bairro banal
Onde as crianças esquecem o carnaval
Onde as meninas xingam as mães
Onde os meninos mostram o pau
Onde os meninos gozam nos pães
Onde as meninas só querem anal
Era normal
Agora é banal
Mas pro nosso povo não importa o mal
Aliás, já chegou o carnaval?

domingo, 23 de dezembro de 2012

Querem saber da vida?
Pois então lá vai:

- Olá, meu nome é Rogério. Mas todos me chamam de Roberto. O porque? Bom, o por que eu não sei... Meu amigo Rodrigo diz que tenho cara de Ronaldo. E na verdade Ronaldo era mesmo pra ser o meu nome. O meu pai se chama Roger, e ele sempre me chama de Rocambole. Então, penso se sou gostoso de comer. Mas, voltando ao assunto, eu queria mesmo era me chamar Rodolfo. Pra esquecer todo este sufoco - disse espantoso - presente em um simples esboço! (Exclamou enquanto suava.)

Espírito natalino
No cu de argentino
Largo e pequenino


Queria uma dose de vida
Uma dose de volta
E uma dose de ida.
Queria recuperar da recaída
Voltar daquela partida
Para mais uma dose de pinga
Pinga e para
Para e pinga
Quando agita estou cansado
Quando dorme estou inquieto...
Queria uma dose de movimento uniforme
Para minha mente descansar enquanto dorme
E trabalhar enquanto corre.
Apenas uma dose...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Biquíssimo

As vezes é lindíssimo
Mas as vezes é preciso pagar o dízimo
Para enriquecer mais uma família
E empobrecer outra.
As vezes é diviníssimo
Mas as vezes é porquíssimo
O fato de viver uma vida
Para esquecer a sua.
As vezes é tristíssimo
Mas tem vezes que é magnífico
Correr em um gramado limpo
E sujar os pés de alegria.
As vezes é inteligentíssimo
Mas as vezes é ignorantíssimo
Pensamentos vagos
E viajados do dia-a-dia.
As vezes é uma ideia dos capacitadíssimos
Mas as vezes está biquíssimo
Viver num abismo
Por culpa de um simples cisco
Na vida que existe em nosso circo...

A paz

Casos, coisas da vida
Passos, encontros, desencontros
Escombros.
Tapas na cara
Cafunés.
A vida nunca decide o que quer...
O mar sempre traz uma mulher
Encantadora, de fato.
A sorte é de quem conhece a mulher
Vinda do mar
Maravilha de amar
Totalmente platônico.
A mulher que digo vem vestida de branco
Descalça, sem tamanco
E só pode tê-la quem à deixa sentar no banco
Ao seu lado
E a presença só é notada
À quem também está sem sapato...
Totalmente descalço
De impurezas...
Um canto perdido
Um canto achado
Um pedaço em cima
O outro derrubado
Um leite no copo
O outro derramado
Um pé de chinelo
O outro de sapato
Um pedaço está certo
O outro está errado
Mas os dois se juntaram
E ficou misturado
Metade aceso
Metade apagado
Metade-metade
Tipo cigarro...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Veio da alma, do lixo, da pista
Do bolo, do lanche, da pizza
E a vida amargurada se esconde
Em um saco de lixo gigante
Não sozinho, nem acompanhado
Com pessoas, aliás, um bocado
Com rios, mares e oceanos
Punks, pagodeiros e manos
É tudo um grande lixo
Onde querem separar raças por tribos
Mas só não perceberam
Que é tudo areia do mesmo saco
Uns na academia, e uns fumando tabaco
Do que adianta reciclar
Todo este lixo orgânico
(O caminhão de lixo para.)
E berra:
- LIXO PLANETA TERRA!
Não importa o sabor
Paixão é paixão
E amor é amor

Mulheres

Bom dia
Lave as mãos na pia
E pegue uma xícara de café
Enquanto boceja sem parar
Se sentes um morto de pé
Mas já é final de semana
E o sol nem chegou a raiar
Nessa chuva é bom uma xana
Um filme, um cigarro e um chá
Mulheres
No final de semana chuvoso e sem graça
Comprarei um vinho, amendoins e uma taça
E quando a noite chegar
Saíremos para vadiar
Mas o que posso fazer na chuva?
Nem se quer posso fumar um cigarro
E quando chegar em casa
Sempre lavo minhas roupas com barro
Então por hoje é melhor ficar em casa
Com uma garrafa de álcool com uva
Se não existissem mulheres
Iria odiar esses dias de chuva...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dormir

A alma vaga pelo quarto
Como um solitário vaga-lume
Enquanto o corpo dorme
Como um saco de estrume...

A alma da noite de quinta-feira


Entediante, doente, fresca, largada
Preguiçosa, tristona, boazinha, malvada
Não diz nada que presta, só fala besteira
Se esconda de mim, Dona Quinta-feira
Pois a felicidade está em uma parede na sua frente
Acompanhada de perfumes, roupas novas e escova-de-dentes
Suas irmãs são um pouco carentes
E acabam passando essa energia pra gente
Repelente! Vou passar repelente pra me livrar do seu cuspe de tédio
Vou dançar e cantar no terraço do prédio
Remédio! Vou tomar um remédio pra me livrar de sua carência maldita
Roubarei um beijo de uma menina pequena e bonita
Ê Dona Quinta... Aonde passarás os seus dias agora?
Só se for pro lado de fora...

Karalho...

Me mudei para Kuwait com um saco de kiwi's
Com um kit de reparações
Um ketchup, e alguns limões
Com vontade de aprender Karatê
Conhecer Keith Richards e o seu novo bebê
Mas porque não fui para Kansas, meu Deus?
Kinder ovo barato, e uns amigos meus
Aulas de Kung-Fu e nem era tão longe
Só alguns km, Kuwait é mais distante
Aqui só tem Kaiser e uma velha TV
Onde brinco de cantar em meu Karaokê...


A paixão que corre por entre alguns pelos
Envolve as ondas dos ventos entre seus cabelos
Entre a vida e a morte encontras a felicidade
Pois o falecimento é causado pelo amor ou idade
Covarde!
Incapaz de lhe dizer poesias sobre romances antigos
E as palavras não ditas ficam guardadas nos umbigos
E o meu já está prestes à explodir...
Decorei todos traços de sua face encantadora
Li um livro sobre perfeição, onde você era a autora
Como fico tolo ao subir em minha telha
Observar a forma das nuvens e o voo da abelha 
Nem se quer acariciei a sua orelha
Sensações causadas por energia de suas sobrancelhas...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Correria

Uma taça de vinho
Uma dose de chá
Um copo de whisky
E uma tragada esperta
Transbordando ao mundo interior
Ao corpo do amor...
E vale a pena se excitar com duas frases de um livro
Vale a pena se banhar em gozo por um simples sorriso
Em uma noite que não se faz nada
Vá a casa de uma nova namorada
Apenas para uma conversa
E uns beijos na boca, nas orelhas ou na testa...
Faça uma visita ao dono do bar
Conte à ele algo familiar
E beba uma dose de algo
Mesmo que esteja atrasado
Compromissos podem esperar
Mas a vida continua correndo...

Alegria maldita



Já sorriste hoje?
Já se banhou com águas de risos?
Escorregou em seu piso?
Com as lágrimas de sua própria felicidade
Vaidade... deixar de sorrir por uma pessoa à caminhar
Deixar de dar bom dia por se enganar à um olhar
Felicidade contida
Dentro de um frasco
E dentro de um frasco um coração
Dentro do coração, sentimentos
Espremidos de tal forma
Que ainda lhe traz um sorriso
Interior, porém um sorriso
Fechado, mas ainda feliz
Viagem de ida
Para a alegria maldita...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Fulano e o Ciclano


Bonita a vida de fulano
Estranha a vida de ciclano
Enquanto fulano trabalha
O ciclano só fica pensando
Em comum eles só tem a vida
Incomum é como ela é lida
Em comum também tem a família
Incomum é como é vivida
Fulano sempre é feliz
Ciclano só vive no canto
Fulano o que quer ele diz
Ciclano chora chafariz
Mas o fulano só trampa
Enquanto o ciclano vive a vadiar
Fulano só bebe cerveja
Ciclano adora se drogar
Em comum eles tem amizade
Incomum é sua liberdade
Fulano já é de idade
Ciclano dorme na cidade
E qual que será que somos?
Qual que sonhamos em ser?
O rotineiro que dorme e trabalha
Ou o drogado que ninguém vê
Fulano vivemos em ocasiões
Ciclano é acumulação de emoções
Enquanto pensamos depois
Nossa alma tem um pouco dos dois.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012



Quanta demora
O relógio parou?
Me pego fumando um cigarro em minha janela
Fazendo de nós uma novela
Fazendo do céu, os seus olhos
E deixo cair brasas nos pisos
Lembrando de seus sorrisos
Que transbordam a casa de alegria
E faz da minha vida, pequenina.
E quero guardar toda a tristeza para o ralo, pra depois
Indo embora, enquanto a água cai entre nós dois
Molhando ambos cabelos, sem exceções. Emoções.
E meu cigarro se apaga, e derrubo sobre o chão
E as brasas continuam queimando
A nossa paixão...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Correndo em meio a floresta
Em meio as pedras
Tropeço em morcegos
O ar já está sufocando
Crocodilos agora andam em bando
Por baixo de asfaltos da avenida
Pois a floresta já está destruída
E seus lagos já estão à secar
E eu, a beira-mar
Fumando um cigarro barato
Esperando o canto do canário...

Vem me chupar

Lamentar pelo o que foi perdido
É o que sabem fazer
Lamentar pelo o que foi vivido
É o que sabem fazer
50s, 60s, 70s, 80s, 90s
Que a o vidro de cachaça barata se exploda
E que baleias começam se alimentar apenas de ostras
Por um século melhor...
Os anos passados eram da rebeldia
E porque se lamenta de uma simples disenteria?
Queriam ter nascido em umas décadas passadas
Mas não faz nada
Para que a vida volte como era andada
Panaca!
Enquanto Elvis Presley se arrumava para mais um espetáculo
Uma maluca lhe masturbava com bocas e tentáculos
Enquanto Little Richard se trocava
Recebia uma bela chupada
Quer sucessos de novo?
Então vem me chupar

Cegueira

Eu estava cego
Por uns instantes minha cabeça se perdeu
Se encolheu
Junto a migalhas já roídas por ratos
E hoje está em serviço
Cumprindo horários malucos
Em uma vida que não se precisa passar pontos
Em uma vida de alegria
Vida de magia, de saudades, viagens...
Uma vida com você.
E por muito tempo estava cego
E em pouco tempo ficou tudo belo
O mundo que era um farelo
Se transformou em um planeta dos avessos
Apenas com sua chegada
E agora eu enxergo
Além do que posso enxergar
Por um simples olhos à brilhar
E duas bocas à se beijar
Eu estava cego
Mas voltei a enxergar...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coverlândia

É uma cidade bela
É uma bela cidade
É uma cidade grande
É uma grande cidade

Se seu ídolo é famoso
Verá vários dele por aqui
E se ele tem um cabelo legal
Legal...
Aqui há varias lojas de perucas

Quando você conhece você pula
Quando desconhece você descansa
E bebe cervejas em abundância
Ambulância!
Precisamos de sua ajuda
Salve nossa cidade
Desta grande loucura!

Quanto custa a independência?

Aqui é 10 reais
Ao lado de Cambé
Bem longe de Marilândia
Sejam bem-vindos à Coverlândia!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Se eu te amasse menos


Se eu te amasse menos
Talvez consegueria fazer minhas tarefas do dia-a-dia corretamente
Consegueria tomar banho cantarolando algum punk do suburbio
Mas o máximo que faço é assoviar uma canção de amor
Ah, se eu te amasse menos
Seria tudo tão diferente
Eu escovaria os dentes corretamente
E nem sujaria minhas mãos nas correntes
Se eu te amasse menos
Iria diminuir quase tudo a minha insonia
Nem iria ligar pros gritos de Sônia
A vizinha chata, que mal me concentro nela
Pensando em ti...
Se eu te amasse menos
Faria tantas coisas corretamente...
Mas prefiro não faze-las
Pensando em qual hora irei te ver
Lembrando dos momentos com você
Se eu te amasse menos a vida seria em preto e branco
E eu ficaria sentado no banco
Esperando as horas passarem
Com o vento brincando em meus neuronios...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Eternidade

A moça volta para a casa
Com ar de preocupada
E com medo da rua
Nada iluminada...
E o rapaz se transborda em pensamentos
Em pensar que vive maus momentos
Sofrimentos
Que não os deixam em paz...
E a moça chora
E o rapaz também
E o arame farpado que separa um amor
Um dia será destruído
Por um poderoso bicho
Cujo o nome é Eternidade...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Bela menina
Nasceu nos subúrbios da Itália
Encanta uma grande platéia
Ao som de uma música clássica
Estão chegando
7, 8, 9, 10...
Fez o feitiço em todos
E tudo isso na ponta dos pés
Sua dança é macia e suave
Vai em um segundo
Do agudo ao grave
És uma ave
Um monumento cor-de-rosa
Por dentro és radiante
E por fora és formosa

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ah, o Underground

Que vida de maldades
Me pego em velhos trajes
Andando pela cidade
Ah... o Underground!


Te beijo em metades
Mesmo atras das grades
Continuo te consumindo
Para dentro de minhas veias


Ah, o underground...


Enquanto casais se aconchegam em suas cobertas
Estamos embaixo da chuva
Molhando nossos cabelos
Em uma poça de loucura


Não espero o melhor
Pois as vezes o pior
Acaba sendo o melhor
Ah, nada se explica
No underground...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dias se passam
Só não passa a solidão
Quem ameniza é o violão
Enquanto arranho suas cordas
Os pingos da chuva se espalham no chão...

O amor

Sentimento que persiste em dançar em nossas entranhas
Que não desiste em maltratar nossas lembranças
Com sonhos lindos pela noite chuvosa...
O amor é cruel, e ao mesmo tempo maravilhoso
É para sempre, e ao mesmo tempo momentâneo...
São as conversas carinhosas
São os versos e prosas
São as brigas e caricias
São os beijos e malícias
São a felicidade e a ganancia 
É a estupidez e a ignorância
E sempre insistimos em achar que é ruim
Sempre insistimos em evitá-lo 
Ahhhhh o amor...
É bonito mesmo de longe
Enquanto dois personagens sofrem
Ele traz os pensamentos bons
E faz o amor continuar sendo lindo
Ah
O amor...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A lua nunca descansa

A lua nunca descansa
Mesmo de dia, continua sua dança
Bem longe do sol pois lhe causa lembranças
De quando eram um casal apaixonado
E foi destruído por um tal de Geraldo
Marido do sol
Astronauta mongol
Que se perdeu no espaço
E hoje vive grudado ao astro
Num calor infernal...
E a lua aos choros
Pra esquecer é dançar
Mesmo sem o seu amor
Continua a brilhar...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Desanuviar

Quem sabe o sol quem sabe o ar;
Quem sabe o vento vai parar de soprar;
Quem sabe um dia as nuvens um dia desanuviar;
Quem sabe a fome, quem sabe a paz;
Quem sabe um dia tudo me satisfaz;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Quem sabe as trevas, quem sabe a luz;
Nem sempre é ouro aquilo que nos seduz;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Vai embora nuvem, vai embora e não vem mais;
Quem sabe tudo fica como está;
Quem sabe a música para de tocar;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Vai embora nuvem, vai embora e não vem mais...
(Os mutantes - Desanuviar)


"O pingo da depressão
Que entra pela sua janela
Molha todo o seu corpo
Acompanhado de insônia e tédio."

Já pode cessar



Já pode cessar
A chuva que transborda o mar
Que entope o escapamento dos fuscas
E que enche os bueiros de solidão
Já pode cessar
O dilúvio dos tempos modernos
Toda a água vai para o inferno
Apagar o fogo que o diabo acendeu
E fazer uma nova aliança...
A chuva é o choro
De Deus e Diabo
Por terem se reencontrado
Em um dia ensolarado...
Olha,
Entre um pingo e outro
A chuva não molha
(Millôr Fernandes)


27, vagabundo, sem responsabilidade
Escreve músicas, se droga e pede um pouco mais
A dose perfeita nunca esteve em seu alcance
Abandonando amores e romances

Objetivos longos olhos caídos do cansaço
Música se aconxegou, fígado estraçalhado
Algo sempre lhe corria sua mente se varia
Seu dom se expandia, sua face de alegria

Com a dor de pensamentos, sobre a vida curiosa
Um cowboy bem sucedido com idéias e prosas
A incontrolável solidão lhe alcançava com fartura
Mas saia pra beber, aproveitava a loucura

A noite poderia iluminar com a mesma lua
Mas sua vida era uma imensa tortura
Com idéias destruidoras, caiu seu planalto
Seu corpo sobre a queda e sua alma sob o alto

Sua lucidez lavada com um período propício
Sua única saída no terraço de um edifício
O diabo lhe ofereceu a entrada para um gol
E hoje no inferno tocará seu rock n' roll

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A cura é o tédio

Em uma segunda-feira com chuva
Desconfia-se até de uma uva
Que com um olhar esroxeado
Nos trai na nossa frente
E o clemente
Que diz ser um bom carpinteiro da região
Vi pulando e destruindo
A horta do Seu João...
Na segunda-feira tudo pode acontecer
Talvez uma tartaruga vir a correr
E lhe pedir a permissão 
Para beber um gole de sua pinga com limão
Na segunda-feira chuvosa tudo acontece
Até o escuro esplandece
O coveiro faz prece
E até o que era tédio
Passou os segundos
E virou o remédio

Ninguém quer o que é estranho


Ninguém quer alguém com cicatriz
Em um rosto humano
Ninguém quer dormir de conchinha
Com um orangotango
Ninguém quer soar o nariz
Com esponja de aço
Ninguém troca um selinho
Por um forte abraço


Ninguém quer o que é estranho
Afinal o que é estranho?
Ninguém quer o que é estranho
Afinal


Ninguém quer casar de amarelo
Porque o branco é belo
Ninguém quer coleção de lixo
Porque o carro é esbelto
Ninguém quer ouvir Rock n' Roll
Porque não ta na moda
Ninguém quer andar descalçado
Porque prefere a bota
Se a reencarnação é real eu não sei.
Mas tento viver como se esta fosse a última chance. (José Aparecido)

A reencarnação da Poesia

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.

Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.

Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:

-Sou a poesia que nada deseja.
Perdida nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo compor a tua vida.




Por: Soaroir Maria de Campos
Março 14/08

Ativando a Reencarnação

Bom, fiquei um tempo sem postar, e agora resolvi mudar um pouco o blog.
Tenho 184 postagens, com apenas 1 que não é feita por mim(Carta suicida de Ian Curtis).
183 poemas/poesias/músicas feitas em pouco mais de 1 ano de blog.
Agora começarei postar coisas minhas, coisas dos outros e não somente poemas, mas fotos, vídeos, etc...
É isso.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Ninguém percebe a gravidade da situação
E prefere estourar a boca de um balão... Balão qualquer
Mesmo que esteja com os sacos cheios de espinhos e buracos
Lhe sobra tempo em um coração com pouco espaço... Estraçalhado
Lhe vê em próprio poder, com as mãos ilegíveis
Lhe vê em postura alta, com os pés intocáveis...
Quantos olhos esbugalhados para fora
Por um cigarro que se separa e vai embora
Enquanto uma metade chora
A outra se devora
Com flores ao lado externo
Enquanto fica vazio o seu interno...
Inferno!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Paraíso de todos



O mundo é louco perto dos alucinados
Que diz entender estes lados
De um palco pequeno
E aos nossos olhos gigantes


De que adianta parecer esperto
Se cospe todos os dias em cima de meu teto
E com ar de maldição
Torna a imaturidade seu dialeto


Que espírito ruim em suas artérias
Bebe meus pensamentos
E faz de meus momentos
Um circo de podres elementos


A vida é louca para todos
Não só para nós, os drogados
Que acha que o paraíso
É somente para os alucinados...

segunda-feira, 7 de maio de 2012


Quem segue surdo é privilegiado
Por não escutar os ruídos de carros barulhentos
Por não ter que escutar promessas de políticos corruptos
Por não sujar seus tímpanos com tantos palavrões...
Quem é cego é privilegiado
Por não ter que ver a mulher apanhando de seu marido babaca
Por não ver a cor do sangue caindo em cada calçada
Por não assistir à um filme com um final triste...
E quem é mudo... Somos nós.
Que ao ver tantas baboseiras não ligamos para nada...
Fingimos ser mudo, e preferimos escutar o jazz
E esquecer de como o mundo está ruim...
Na verdade fingimos ser todos
Cegos por não ver o ato imundo
Surdo por não escutar sujeiras do mundo
Esquecemos de nossos sentidos, na selva do cego, surdo e mudo.

domingo, 6 de maio de 2012

O que é uma noite de insônia
Por uma manhã de alegria?
Ao lado de quem se ama
Ao lado de quem te adora...
O que é uma lágrima de dor
Perto de quem tem o seu amor
Perto de quem tem seu coração
Para guarda-lo em um pote
E lembrar
Sempre que a saudade bater...

Enxofre

Tempo ruim, tempos estranhos
Em um mar de espinhos...
Com um pequeno mal amado, que me diz sobre um conhecimento que tem
Que ama todo algum neném
E diz amém
A cada frase dita de sua boca
É uma merda escrota
Maldito sujo
Cujo
Sal grosso que corroem em meus ouvidos
Paralisam meus sentidos
Podre
Enxofre
É o nosso destino...
Enxofre...

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Pra que chorar em um dia de tristeza?
Perder um dia de beleza
E encharcar a sua mesa
Com lágrimas de tortura...
Talvez você possa rasgar o seu dim-dim
E passar um dia feliz
Deitado em seu belo jardim.
Talvez você possa beber um suco de laranja
Se lavar com uma velha esponja
E lembrar de como é bom ter humildade.
Talvez você possa fugir do mundo
Conversar com um mudo
E lembrar que você pode tudo...



A vida poderia ser uma rosa
Assim viveriamos sempre sorrindo
Embaixo de uma chuva gelada
Que nos purificaria desde a parte externa até nossos interiores
Não seria o lixo governamental em que vivemos
Estariamos sempre de pé, e envergonhados
E nem precisariamos calçar os sapatos
Nossos corpos seriam verdes
E viveriamos no solo
Para quando morrer, termos a oportunidade de nascer de novo
A vida poderia ser uma rosa,
Viveríamos de forma charmosa
E estaríamos sempre com as axilas cheirosas...

Se a teoria da reencarnação fosse aceita...
Não existiria a palavra "morrer" e passaríamos para a próxima fase
E com o conhecimento saberíamos nossa vida passada
E as folhas das árvores que caíssem teriam a chance de conhecer a nossa vida
Um pequeno leitão poderia sentir a sensação de voar alto nos céus
O cachorrinho de estimação conheceria o que a formiga faz...
O mundo seria belo para todos
Até mesmo aos ogros
Que se sentem mal aos olhos de caçadores
Que também iriam conhecer a magia
Que é viver intensamente a vida...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Amor Platônico


Não lhe desejos nada de mal, antes que comece mal
Não vejo maldade nenhuma em meus sentimentos, apenas lembranças de bons momentos.
Já tive alegrias ao seu lado, mesmo sendo apenas amizade
E hoje possuo segredos, nesta idade...
Como poderia lhe agradar? Ou lhe emocionar?
Sei que não apenas com poemas à citar.
Estou morrendo de fome, és meu biotônico
Estou morrendo de dor, em um amor platônico...


Achas que todos conseguem ir atrás de seu Amor?
Mesmo acima de tantas barreiras, de tantas sujeiras...
Quem quer viver o Amor? Mesmo que ele seja estranho.
Mesmo que você saia despedaçado depois que ele acabar.
Todos querem viver feliz com quem ama, todos querem viver esse drama; chamado Amor.
A questão é que todos esperam a felicidade do Amor, mas ele não é isto. Não apenas isto.
O Amor são as brigas, são palavras não ditas, são as intrigas, as cartas mal escritas.
O Amor é o ciúmes, o Amor é o sentimento caído
O Amor é estranho, mas mesmo assim, o Amor é lindo.
Junto com as coisas denominadas ruins, estarão presentes as coisas boas..
O Amor é a praia, o Amor é o frio
O Amor é loiro e moreno, é sereno...
O Amor será o sorriso, será o olhar
O Amor será belo e valerá a pena buscar
Valerá a pena manter
Valerá a pena viver.
Busque, viva, sinta.
Ame!
Sem sono
Sem dono
Sem plano
Sem pano. Para enxugar as lágrimas, seja ela de felicidade ou de tristeza.
Sem almoço
Sem esboço
Sem desgosto
Sem alvoroço. Por uma vida pela metade, esperando você em minha cidade.
Sem purê
Sem rolê
Sem bebê
Sem você... sem nada!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Saudade

Ando descalço pelo perfurado asfalto
Com um pé machucado
E o coração apaixonado
Entrando em loucura numa parede à vapor
Fumaça vermelha-azulada com cheiro de amor
Vejo uma velha índia que acena com suas mãos enverrugadas
Me diz onde é a fonte com água
Que matarás a sede de minha saudade
E que mandarás essa distância para um imundo lugar
Onde nunca mais nos atrapalhará...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dilúvio

Passeava por um bosque sujo e quieto
Fumando meu cigarro amassado
Com um palitó amarrotado
Enquanto um mendigo bem vestido me pedia um trocado
E falava para mim esquecer o passado
Mal tirei o dinheiro do bolso quando me colocou as mãos em meus ombros
E falou que em uma vida louca levamos tombos
E que amava falar com os pombos
E me disse sobre uma vida passada
Em que namorava girafas
E que uma delas lhe disse:
"Você não vê o que vejo. Lá no topo da montanha; um escorrimento de gelo maravilhoso..."
E no instante a topeira lhe disse:
"Mas vejo o que acontece por baixo de seu nariz, posso me banhar em um lindo chafariz, e tirar fotos com turistas estranhos dizendo: XIS!"
A girafa deixou-se escapar uma grossa lágrima de seus olhos, onde um pingo inundaste um mundo inteiro.
Quando eu já ia saindo de perto do mendigo ele me olhou dentro dos olhos e disse com ar de refúgio:
- Foi aí o início do dilúvio.

Hoje sentarei em uma calçada qualquer
E não gritarei sobre como é gente fina a Esther
E nem falarei sobre os pecados de uma mulher
Sentarei com meu violão e a minha carreira de cocaína
Para tocar nas cordas a dose de Adrenalina
Para mandar Satanás em seu lugar
E Deus em um sujo pomar
Hoje vou me perguntar sobre a garota em que eu havia visto
E mal lembrar a cor de seu vestido
Hoje meus olhos vão estraquinar
Até o primeiro raio de sol raiar
Até o primeiro galo estragar meus ouvidos ao cantar
Hoje ouvirei de tudo e tentarei ser eclético
Com a língua cheia de Ácido Lisértico

B

Te vejo em volta de minhas pupílas
E me parece agradável
Te ouço por entre os tímpanos
E é tão sociável...
Mas caio em pensamentos maliciosos
Apodreço junto aos meus ossos
Que merda de vida
Me dê uma dose de pinga
Que hoje estarei em silêncio
Compondo idiotices
Eu e meu pensamento..

Insonia

Estou deitado
E a vida desce
Me passa pela cabeça o que não de via passar
Me dá enjoo e falta de ar
Levanto e vou tomar um copo d'agua
Dou a cara na janela
Vou dar umas tragadas
Mas tudo volta quando eu deito
O mundo me sufoca por dentro dos olhos
E só acaba o sonho quando os abro...
Não vejo alegria e nem macacos...
E tudo acontece quando estou deitado...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lá vem a santa
E ela quer beber
Lá vem a festa
Em seu penultimo dia
Em busca de dinheiro
Em busca de respeito
Mas nada lhe traz isso
Apenas um amigo
Que lhe traz em abundancia
Uma cerveja e uma carne
Em uma sexta-feira Santa!

quinta-feira, 22 de março de 2012

A vida é uma montanha

A nossa vida é uma montanha
Um dia é pão duro e no outro é lasanha
Sempre esperamos o melhor
E nos surpreendemos com o pior
A nossa vida é uma montanha
Um dia caviar no outro casca de castanha
Esperamos o dia ensolarado
E reclamamos se estiver nublado
A nossa vida é uma montanha
Uns dias de sufoco outros levados na manha
E deveríamos ter um salário
Igual o do Romário
E se a namorada estiver com cara estranha?
Achamos que tem alguma façanha..
A vida é uma montanha e sempre subimos com saltos
A vida é uma montanha, cheia de altos e baixos...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hemorragia

Estava esperando um gole de qualquer veneno
Para que eu possa me livrar destes problemas
Para que eu possa sussurrar em seus ouvidos
Que já não vivo para ti


E aguardei a morte me buscar
Durante um período de sofrimento
Mas eu apenas sangrava
Enquanto gritava até meus timpanos explodirem


Banhava seus seios com minhas mãos avermelhadas
Enquanto acariciava meu torax 
Esperava a morte mas ela nunca vinha
Talvez esta seja uma única vida


Avistava de longe uma luz que me cegava
Quando parou desceram dois rapazes
Que me colocaram dentro da van
E me secava com gases


E no hospital enquanto tremia de dor
Vi o quanto vale uma vida de amor

segunda-feira, 12 de março de 2012

Monstro em extinção

Vive dizendo que não paro com alguém
Que meu pensamento vive no além
Vive cobrando de mim, sentimentos inexistentes
E que sou um homem ausente...

 No momento te quero longe daqui
Quero viver, não somente existir
No momento estou incapaz de te ver
Não quero amor, só quero beber


Está me vigiando até no meu banho
E percebo isto, e não gosto disto
Você procura amor demais em meu coração
E não ve que sou um monstro em extinção
É muito bom poder estar feliz
É contagiante
Deslumbrante
Poder ouvir a sua voz
E sorrir enquanto lambe a minha face
Seus olhos me cegam a visão
Suas palavras me orientam
E isto é muito bom...
Escreveria um livro sobre nós dois
Que no final falaria sobre um final feliz
E na contra-capa estaria a sua foto
Em cima da minha velha moto
Sorrindo exageradamente
E sempre que eu fosse olhar
Lembraria do amar
E minha memória vibraria em abundancia
Com tantas boas lembranças...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Somos todos inúteis

Contrarias seus próprios ideais
Que falta faz seus ancestrais?
Estás lendo um belo livro
O autor é bom
Mas você é ridículo
Expoe procedencias sem conteúdo
Enquanto está com o dedo em seu ânus imundo
Que sujo!
Tanto seu preconceito, quanto seus defeitos
Xinga de viado o seu próprio prefeito
Mas seu caminho ainda está estreito
Sem ações e passeatas
Sua vida é uma desgraça
Com inovações em seu twitter
Mas não sai de casa pela proibição do seu gliter
És tolo
És bobo
És novo
És o nojo sem dentes
E somos todos seus descendentes...

terça-feira, 6 de março de 2012


O ser humano é estúpido
Com um par de olhos úmidos
Com um par de pés imundos
Que caminham sobre um imenso mundo
Que se lambusa com pedaços de lasanha
Que se matam escalando montanhas
E que se incriminam realizando façanhas.
O ser humano é imbecil
Em querer se banhar em um poluído rio
Em querer andar no estio
Em chamar seu outro pai de tio...
O ser humano é pateta
Enquanto segue um mentiroso e diz que é profeta
Enquanto escreve merdas e acha que é poeta...

É tão chato...

É tão chato ficar sem fazer nada
Sempre procura comida na geladeira amarronzada
É tão chato assistir filmes
Pior ainda é ver narrador de dois times...
É tão chato dormir
E sonhar que mal podes sorrir
É tão chato viver
Quando não se tem motivos nem para escrever...

Tortura Amigável

Traidor!
Me vigiaste de perto
Para veres meus planos abertos
Meus segredos secretos...
Pede notícias internas
E faz bate papo com elas
Tive de lhe torturar
Fazer de suas axilas o meu jantar
Por olhar o meu caminhar...
Tive que rancar seu cabelo com fogo e gelol
E fazer do seu coro cabeludo um lindo cachicol
E para meu cachorro um pequeno lençol...
Lamento pelo acontecido
Poderias ser do poeta, um amigo
Mas és inimigo do meu estilete
Que fez das suas bolas
Um lindo sorvete...

Tentei desfazer toda a gozação
Que foi feita em sua face
Com um pano de chão
Viajei enquanto estava presente em seus gritos
Marquei as suas nádegas como um fazendeiro faz em seu gado
E me senti alertado
Pelo seu demorado orgasmo...
Deitei contigo em uma cama recheada de pétalas
E disseste que és o momento
E penso
No meu acabado casamento.
Mas uma dose de whisky o resolveu
Ali eu era seu
E o seu era meu.
E enquanto estavas molhada
Percorri a sua entrada
E vigiei seus orgãos internos
Com meu externo ereto...
E gritaste sem piedade
Até em sua garganta surgirem trastes
Para mim toca-lá com meu velho slide.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bad Trip

A noite começa com uns copos de cerveja
Com cigarros sobre a mesa
E um doce na cabeça
Se procede com os gritos da avó
Com tragadas à só
E umas carreiras de pó
Continua com conversar parelelas
Que atrapalham as novelas
Dá origem à cinderelas
E as bocas banguelas..
E terminar?
Não termina
A noite se clareia
Com um copo de cerveja
E um mal cheiro na meia
Que nos diz
O quanto somos imbecis...
Me procuras e eu me escondo
Viverei no submundo
Atrás de um camundongo
Que espera o meu carinho
E um saco de queijinhos...
Me amarás em pensamento
E lhe vigiarei 
Me maltratarei
Para não ver seus olhos novamente
Para não te-la em minha mente
É quente
Aqui neste esgoto...
Procuro apenas um povo
Que poderá me escutar claramente
Com suas grandes orelhas
E roendo um par de sementes..

O quanto estou fraco?
O quanto estou prejudicado?
Não alcançaria um cigarro no fundo da gaveta
Não mexeria os braços na maçaneta
Já não tenho digitais
Vivo como vegetais
Porém não sou comestível
Sou mais imprestável
Sou inefável
Sou descartável.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bares Noturnos

Esta noite farei um show
Em um barzinho no centro da cidade.
Aonde o cachorro não late
Nem se feri-lo com alicate
É a parte calma do nosso espaço
E estarei esperando ouvir seus passos
Na porta de entrada.
Estarei bebendo meu copo de cerveja
E chamarei você junto a mesa
E direi
É aqui que nos amaremos...

O medo

A nossa mente vive em podridão total, com muitas idéias à serem expostas, enquanto tolos expoem lorotas. 
Não esconda pensamentos, nem que seja um simples lamento... Não se leve ao vento, assim como acontece à muito tempo. O que te faz parar é o medo, exclua o medo, faça-o transformar em um grande desejo...
O medo nos prende de falar
O medo não nos deixa expressar
O medo sufoca nossas idéias
O medo assusta nossa platéia
O medo corroe pensamentos
O medo destrói monumentos
O medo, o medo, o medo, o medo...
F-o-d-a-s-e-o-m-e-d-o.

Eu sou um peixe terrestre
E me alimento diariamente
Com pedaços de gente
Ou mesmo com pequenas sementes
De Girassol
Oh Deus!
Porque me fizeste diferente?
Minhas vontades são estranhas
E tenho medo de aranhas;
Me apaixono por sereias
Oh quanta beleza...
Mas o que vem
São só tristes baleias
Tentando consolar
Minha humilde Aldeia...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A menina nos fode com suas atitudes
E estamos sempre querendo
A vadia nos mata com suas palavras
E estamos sempre esquecendo
De tudo dito
Do reescrito
E o pobre albino
Que procura um amor no coração da vagabunda
Explora sua cabeça até o último neurônio
E a única coisa que encontra
É um ritmo de funk
Tocado por James Brown
E uma simples canção
Que diz como um albino é mal...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Filho do Louco

Que noite maldita
Andarei com andarilhos
Viajarei com viajantes
E comerei um prato delicioso
Com um grupo de degustadores
Está próximo o dia
E maltratarei os que maltratam
Fumarei os que fumaram
E ficaremos drogados
Para todo sempre
Junto ao meu mestre
Possuídor do canivete
Que corta seus cabelos
E faz um lindo buquê de Pelos!
Está na mesa o humilde jantar
E o pássaro estás à cantar
Em uma casa pouco velha
Mora a moça Amélia
Que com seu lindo sorriso
Cativa os pobres meninos
E com sua bela inocencia
Viaja em poemas
E transforma a sua vida
Em um mar de poesia...

Me cega os olhos seu cabelo em chamas
Seus sorrisos em metais
E sua alegria..
Me faz pensar este seus olhos fixos
Coração como um político
Roubando minha atenção...
Que mansão!
Uma parede e quatro pulmões
Se juntando em palavrões
Que tornam a noite mais estrelada
Quanta moçada!
Me perco em copos pequenos
E me vejo pensando
Em seus pensamentos

Independência ou Shorts

Estás totalmente nu
Tanto físico
Quanto espirito
Quantos risos
E poucos rabiscos
Em uma vida traçada por fezes
Que a cada dia é feita uma descoberta
Um dia é Maria, no outro é Roberta
Abre Alas!
Está chegando a alegria
E vai  fazer da nossa vida
Uma carta de despedida...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Procuro fertilidade na mesa de um milionário
E encontro propriedades em um bolso recheado
E encontro abundancia numa garagem asfaltada
E encontro várias notas numa cesta dizimada
E o homem me esfaqueia
Mentirando-a vida alheia
E a senhora me maltrata
Me obrigando a ouvir
Uma chata serenata
Que soua na estrada
Uma voz desafinada..
Não possuo alegrias
Apenas alergias
No meu braço fino
Não possuo limites
Apenas alpistes
Em um prato antigo
Amigo
Lhe coloco meu ultimo sentimento sobre a mesa
E o ultimo suspiro é a sobremesa
Me agradeça
Por lhe dar carinho por toda a vida
E no final
Não tenho nem saliva
Para expressar o fim..

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Madalena

Você anda pelo campo florido
E espera pelo seu lindo marido
Pobre coitada..
Mal sabe que és ingrata
A vida que ganhou..
Se prende nas correntes do seu próprio pensamento
As leis dos ridículos é seu monumento
Madalena!
Te darei meus ultimos trocados
Me traga alguns cigarros
E realizaremos dentro do carro
O seu ultimo orgasmo...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Costuro minhas próprias palavras
Talvez burras, talvez sábias
E me vejo feliz em uma noite amigável
Com um traje bastante notável
Bebendo um gole de alegria.
E o efeito que dura apenas umas seis horas
Já me coça as bolas
E chego em meu aposento com meu saco cheio.
Bela noite de simpatia
E que tudo acaba
Em uma cama macia..

Se queres minha alma estarei ao seu dispor
Se queres o meu corpo sentirei alguma dor
Pois és bela
E junto com a paixão virá sentimentos cruéis
Que mata aquele que convive com a solidão
Que late nos ouvidos do depressivo
E que cola um adesivo
Em seus próprios ouvidos
Para não sentir na pele
A força dos amados...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na bela noite me torturo com drogas e bebidas
E reparo no que acontece na parada avenida..
Poucos carros estão passando; e meu estomago virando
Minha cabeça se preende, e ao mesmo tempo se solta
Coração se manifesta e ao mesmo tempo se isola
E um velho mendigo vem me perguntar..
- Porquê olhas para o nada?
E com ar de certeza respondo:
- Não é o nada. É o tudo...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Passas a vida à conquista de um corpo atlético
Vai para academia e bebe seus 2 energéticos
Mas acaba indo ao médico
E descobres que é aidetico..
Maldito esforço em vão
Morri aos 27, com o barrigão
E seu esforço foi em vão..

domingo, 29 de janeiro de 2012

Samuel
Está dificil de viver a vida
Dionísio
Estás tão distante
Matheus
Que coisa ruim
Austácia
Me procuras na madrugada
E não achas a felicidade
O alcoolismo conseguimos em uma noite
E a felicidade se somo em pensamentos
Mals momentos
Minha cama me espera
E os sonhos me acompanham
Para uma leve viagem
E em um piscar de olhos
Acordo em outra vida..

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Contar as horas parece tonto...
Cinco conto;
É o que preciso pro meu maldito cigarro
Abraços
Amassos
Lhe espero para isso
Me interno nisto
Em uma linda moça
Que com seu olhar cativante
Me tornou um lixo elegante
E hoje reciclará minha solidão..

Por trás de uma simples vida de cachorro, existe uma grande empresa se evoluindo.
E não queira entender o motivo, mas os cachorros possuem a maior empresa de super cola de todos os tempos! E por isso quando dormem sua alma sai do corpo e sobrevoa até a central da super cola. 
É... um pouco difícil de acreditar, mas é isto aí humanos. Cachorros não são tão inúteis quanto pensavamos. 
Com seu trabalho duro eles produzem e vendem a super cola para nós, assumindo a forma de humanos.
Ninguém me contou.. na verdade na minha vida passada fui um cachorro, e um dos que mais produziam super cola para vocês, humanos fedidos!
Não se esqueça, nunca acorde um cachorro; o sono dele é muito importante para nosso desempenho escolar.
Agora está explicado porque cachorros ficam grudados quando fazem relações...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


Na janela
A magrela
Grita: "Zeca!"
E se seca


Com a toalha preta
Que ganhou de marieta
Sua prima careta
Que treta!


E logo vai jantar
Para se arrumar
E depois esperar
A carona chegar


É na praça com chafariz
Amaldiçoada por uma meretriz
Estará o belo noivo
E Maria está feliz
Diga X...

Sou fedido, mas sou economico!

Estudos aprofundados mentalmente nas viagens de um tolo comprovam que o corpo apenas produz mal odor quando se realizam exercícios com o próprio. E um vagabundo de férias? Qual exercício praticado por ele? Apenas o exercício de levantar a mão para fumar um cigarro fedido. Mesmo assim há outras coisas como dormir que talvez acabe causando o escorrimento do suor, mas nada que transmita mal cheiro ao ar, ou ao corpo. Não durante pelo menos três dias. Papo hippie, ou punk; tanto faz. Nojento talvez para certos leitores. Mas se quase entramos em estado vegetativo durante uma semana inteira na frente de um computador sem se quer fazer um exercício, porque deveríamos nos banhar de uma a três vezes por dia? Mal vejo meus familiares, sempre estou trancado neste quarto, com meu velho rato.. E olha que ele não é nada cheiroso. Enfim, há tantas pessoas que me param e perguntam: O que você faz pelo aquecimento global? Ou o que você faz para economizar a nossa preciosa água? 
E durante algum tempo pensando respondo: "Tomo banho de 5 em 5 dias. As vezes saio entre esse tempo com alguém e resolvo me banhar; mas é algo rápido de por exemplo um minuto. Eu sou fedido, mas sou economico!"


O Texto é meu, mas só para não causar, não faço isto não ok? Risos... Mas não que eu ache que esteja errado.. acho justo!
O vento gelado entra pela janela e nos gela pela madrugada
E enquanto alguns dormem o meu sono é insulficiente..
Me falta um pouco de ar em meu peito, pode ser os cigarros
E escuto um barulho lá fora, deve ser os carros..
A noite é realmente incrível.
O poder que uma lampada age sobre nossas cabeças
E a alegria que nos traz esta natureza
Me pego olhando pra janela de qualquer vizinha..
E pensando em como a alma alivia
Em trocar a noite pelo dia..

Confusion

Não se engane com meus olhares. Não nos confunda com outros pares..
Somos únicos, somos chatos.. Talvez até vaiados, mas vejo luz em nossos olhos
Te espero olhando sempre pro relógio; não querendo que atrase nem se quer um minuto
Pois cada detalhe é que me faz sentir melhor.. 
Não se confunda, não chegue na beira
Estaremos juntos, tacando pedra em algumas igrejas
Chutando a bunda de algumas freiras
Chegando em nossa casa, fazendo besteiras...
Não se confunda..
Estarei lhe esperando em uma sexta-feira..

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Redes sociais, amigos, autoridades, políticos; todos perguntam à mim: "Quem é você?" E digo:
- Sou o Sheriff, sou o soldado da ambição, o andarilho da solidão, o guiador da obsessão. Sou o grande homem na guerra, sonhador do despreso, o que não sente medo. Sou o que afoga o desgosto, o que sai limpo do triste esgoto, e o mais importante.. O Grande Mentiroso.
Quem mais me pergunta quem sou não são os citados amigos, nem menos autoridades e sim Eu. Eu que me pergunto à todo tempo.. e se passa pela minha mente um suave suspiro com a minha própria voz:
- Não sei...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Que sono
Que fome
Que dor..
São sentimentos com a mesma intensidade
E que nos aperfeiçoamos com certa idade
Mas que na verdade
Distorcemos fatos, em uma velha cidade
Que mostra em sua escuridão
Uma pequena solidão
Desenhada com grafite
Nos laços do sábio Sheriff
Meu vago nome poderia ser azar..
Assim seriamos inseparáveis
Vadiar sobre ruas seria conosco;
Bom gosto
Escolher uma Deusa da qual suga minhas veias
E mal enxergo em suas costas a caveira
Nada me afeta hoje, linda menina
É só lembrar da troca de salivas..
Horas pequeninas
Que me impressionam com sua rapidez.

É um caminho triste
E que três ratos nos dão conselhos..
É uma madrugada triste
E ouvimos apenas um conselho;
De um sábio coelho;
Que vaga sobre nossas cabeças
Dizendo que somos umas bestas
Com cafés e cigarros
Em cima de uma mesa..
Dizendo que somos visitas
Pedindo direção
Para uma tola vida..
De espirito és pobre
Mal sabe que os sábios
São os que mais sofrem..

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para que chorar?
É apenas um sonho à flutuar
Que foi jogado para o alto
E agora limpo aqui neste quarto
Meu sujo sapato..
Podes ver um sorriso em meu rosto
Que na verdade apenas esconde um desgosto
O fim..
Não é tão ruim,
Não pra mim..

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Chapados em Jaguapitã

Um caminho longe, um asfalto longo
Estrada de terra, perdidos na cidade..
Uma chácara linda, cervejas e pingas
Vomitos e sexo dentro de uma piscina..
E quem diria, que uma menina
Pediria um pouco mais de uma mente poluída
E o produtor, dizia "Se arrisque!"
Enquanto se acabava uma garrafa de whisky
Todos chapados, com pouca visão
Mal viram o show de uma obsessão
E nos buracos, um senhor chateado
Encontras seu filhinho com um baita baseado
Mas quem dizia, que não há felicidade
Naquela noite era com intensidade
Mas era o fim de uma noitada
De volta à viagem pela madrugada..
Eu era apenas um inutil garotinho
Pensava em bonecos e carrinhos
Não sabia o que viria
Não sabia o que era a vida..
O passar do tempo pregou em minha memória
A música é o caminho, a vida é uma história..
E quem acreditava?
Ninguém se lembrava pela manhã
Chapados em jaguapitã..
E quem iria se lembrar
Sozinhos em maringá..
Poucas coisas no começo de uma história
Tentativas, Obsessão e Glória.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Enquanto caminhava por esta chuva sem fim
Se passaram muitas coisas por mim
Ou pela minha cabeça..
Eu estava morto.
As pessoas não me olhavam
Mendigos não me notavam
Por um momento foi bom, foi aliviante
Nos livrar da sociedade é belo
Mas não para sempre
O vazio é ruim.
O vazio nos destrói.
E enquanto andava reparei outras pessoas
Que também estavam mortas
E em nenhuma estava presente quaisquer sentimento..
Eu morri e voltei.
E digo
A morte é vazia...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Preciso de férias
Deste mundo que me atrasa
Que julga a minha brasa
Só por estar aglomerando pensamentos
Em um banco de vento
Da qual sempre imagino a vida
Constituída em várias camadas
Poucas piadas
E estamos no começo
Talvez até do avesso
Esperando a faca afiada
Que nos corta ao meio
E faz um belo recheio
Com nossas depressões..

domingo, 15 de janeiro de 2012

E se?


E se o que vemos não tem nada haver com o que vemos?
E se o que ouvimos não tem nada haver com o que realmente ouvimos?
E se nunca morremos? Pode ser apenas um momento de loucura em que nos esquecemos de tudo.
Pode ser o joguinho de um idiota
Com um óculos e uma bota
Que insiste em nos deprimir
E nos fazer sumir
Em próprios pensamentos..

Viver

São muitas religiões existentes
São muitas leis existentes
E somos as criaturas sobreviventes.
As vezes sinto vontade de fumar.. mas é proibído neste local
Mas o que importa é meu bem estar, não leis de um animal.
As vezes sinto vontade de urinar.. em público
E o que importa é meu bem estar. Não as leis.
O que é a nossa vida?
Nada.
Só devemos fazer uma coisa.. Viver!
E tem gente que insiste em apenas existir
Deves partir
Pra onde queiras.. para laranjeiras
Fazer besteiras, dizer asneiras..
São muitas vidas que vivemos
Mas lembramos só desta no momento.
E somos todos iguais
Ao mesmo tempo desiguais
Mas temos o mesmo dever
Apenas viver..

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Religion

Porque gritas tão alto?
Achas que seu deus é surdo?
Diz salvar o mundo
Nos tirar do escuro
Mas meus olhos são frágeis
A luz me cansa a vista
As trevas são minha conquista
E dizem que me arrependerei
Da onde tiras esta maldita lei
Que mal posso beijar a mulher de Vanderlei
Escritas em um velho livrinho
Que mal posso roubar a padaria do vizinho..
São tolos, e me mandam para um inferno
Não queria mesmo sambar sobre núvens de terno..