quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Diagnósticamente sua face se desintegra entortadamente
Delírios mentais e físicos se tornam hobbys científicos
Dizendo asneiras por cantos empoeirados e dilatados
Dezenas liserticulares adoçadas lhe fazem derreter articuladamente

Sonhos e acasos impossiveis passando na crise mentálica
Segredos guardados em um alumínio amassado e adocicado
Saudavelmente você come sua alma desesperadamente
Situações dramáticas lhe causar dor e sensibilidade

Lacradamente espelindo palavras de sabedoria dócil
Literatura doentia marcando a face como carimbo
Luz rústica prende sua púpila em afiados ossos
Liserticamente sem suavidez desintegrando células cerebrais

domingo, 25 de setembro de 2011

Lágrimas sobre o couro

Joey era um belo garoto
Que se escondia atrás de panos
Ele tocava seu rock n roll
E tinha seus planos

Steffany lhe amava profundamente
Ele ficava contente, irremediavelmente
Mas havia muitas outras
Sob ele chovia sorrisos de garotas

O amor enchia os tecidos de Steffany
Mas Joey negava aquele sentimento
Um dia lhe trouxe sofrimento
Onde hoje chora, expremido no quarto à dentro

O tempo lhe era curto
Sem tempo ao insulto
Estaffany derrama lagrimas na jaqueta de couro
Joey sacrificou um amor para conquistar outro

A gente pode tudo

Ninguém sabe de nada onde vivemos
Teorias se transbordam em qualquer possibilidade
Estão se prendendo em algo banal
Ninguém nega tudo o que faz mal

Se drogue, transe, grite com Clarice
Exprema pra fora esse exesso de caretisse
Faça seu churrasco de um sarnento bode
A gente tudo pode

As vezes a escuridão chega de repente
E você terá aproveitado livremente?
A vida nos prega em uma cruz eletrocutada
Porém só existe uma passagem autorizada

Chingue, cuspa, espanque à quem quiser
Você acabará em um tumulo qualquer
Você pode ver mesmo se ficar mudo
Que a gente pode tudo

Prejudicação religionária

O que é longe permanece agradável
Quando perto lhe passam uma navalha descartável
Tenta lhe furar o coração, ao fundo
Mas viajando, no mundo
Não há porque temer em toda essa lucidez
Tente se levantar antes das três
Para deixar o sol arder sua carne
E fazer de sua vida um almanaque
Estivemos fazendo experiencias
que desafiam até a ciencia
Talvez você tenha uma crença
Que prejudique a bença
Mas está numa embalagem lacrada
Conservados em sua alma
Não há alegria em todo piquenique
Talvez sua religião te prejudique

quarta-feira, 21 de setembro de 2011


 As minhas pernas tremem
Por onde você andou esse tempo?
Para onde irá sobre o resto?
Estou irremediavelmente deixado

A voz que eu ouvia era o sussurro de uma Deusa
Meus olhos se secaram ao ver tamanha beleza
E agora o sol se foi
E ela também

Mas eu fecho os olhos e tento esquecer
Mas eu me drogo e tento me entender
A confusão tramada dentro de minha mente
Me deixou um idiota, completamente.

Estou de olhos fechados
Agora você pode partir
Tente sumir
Não quero nem estar aqui
Quando os olhos abrir

A garota do fusca vermelho

É uma bela garota branca
Ela passeia no bairro com seu curto shorts
Ela me encanta com seus lindos cabelos negros
Garota, eu tive sonhos com você

Mas sempre percebo algo em você
Seu olhos sempre foram distantes
Não que eu não reparasse antes
Extraodinariamente estranho..

Porque não vejo mais seu sorriso?
Lhe vejo entrar em seu fusca vermelho
E eu corro ao espelho
Só pra arrumar o meu cabelo

Eu sei que não é a mim
Mas não quero te ver assim
A dor soua dentro de seu bom coração
O que não foi correspondido expande seu pulmão
E joga pra fora
A emoção

terça-feira, 20 de setembro de 2011



Quem se desvia está igual
Ninguém é anormal
Buda ou olodum
O caminho é apenas um

Os dois caminhos se encontraram
Bem e mal se unificaram
Zeus ou Iemanjá
Só um caminho te levará

Não precisamos de escudo
A gente pode tudo
Jesus Cristo ou Elefente
É um caminho, se levante

Na garagem você ouve o som
Não existe mais cristão
Reclamando um tempão
Mas agora é uma estrada, em vão..

Paranóia

Há um sussurro na caverna escura
Eles soam nas doses suas de loucura
Você já não pode ve-lo
Mas todos nós o sentimos

O lobo uiva à todo esse luar
A escuridão continua a nos chamar
É o fim do sofrimento
O começo do deslizamento

A melodia nada em sua paranóia
A água do mar vermelho te molha
Mas você a seca
Você a nega
Chigamentos de judeus
No deserto de Ateus

Você foge de pensamentos
Porque esconde os sentimentos?
A caverna funciona como um funil
Mas é apenas uma vez a luz no fim do túnel.