segunda-feira, 18 de junho de 2012

A reencarnação da Poesia

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.

Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.

Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:

-Sou a poesia que nada deseja.
Perdida nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo compor a tua vida.




Por: Soaroir Maria de Campos
Março 14/08

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