terça-feira, 25 de outubro de 2011

Queria poder voar
Foder, gozar no útero da gravidade;
Eu queria poder ser Elvis
Ou quem sabe Einstein
Poderia ser todos eles...
A viagem é longa,
e para continar é preciso solas de ferro
O fim é dúvidoso
E eu poderia saber mais
Cuspir na dúvida
Queria saber viver.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tenho planos, mas não quero realiza-los sozinho;
Tenho fé, mas não possuo nenhuma religião se quer para expor;
Sinto amor, mas ele fica preso e sufocado em um inlibertável coração de pedra.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não morra

Não morra
Preciso lhe contar algo
Não se esconda
Quero lhe visitar em breve
Meu raciocínio está em greve
Meu coração.. Pegue!
Leve
Para onde você achar que deve
Não morra
Me exploro em minha casa
Não corra
Assim como minhas palavras
Onde você esteve?
Com seu olhar atraente
Até meu coração se amacia suavemente
Me aparece um sorriso levemente
Não suma de repente
Não vejo mal entre a gente
Sinceramente

Me estrassalho inteiro por um fato banalizado
Estou sentindo uma falta desnecessária
Poderia estar tocando guitarra
Mas minha visão embaça
Meu cérebro se despedaça
Pela falta do que não é meu
Não queria continuar neste breu
Solicito a mim mesmo me esconder
Ao falar algo contra o dever
Eu sinto sua falta
Mesmo não te tendo
Poderia tocar flauta
Mas não estou podendo
Estou equilibrado no imundo piso
Envergonhado de seu sorriso
Queira o fabuloso destino ou não
Faltando algo que mal esteve em minha mão
Sentimento faltoso
Corroem meus ossos

domingo, 9 de outubro de 2011

Raimundo

Comece a demolir, começando pelas telhas
As flores do jardim já não agrada as abelhas
Posso lhe pagar mais um copo?
É lógico
É obvio
Agora podemos realizar tudo
Quem se importa com um imundo conjunto?
Transporte ao submundo
Raimundo
Tua face já não é a mesma
As pessoas já não falam besteiras
Está liberto das asneiras
Vá aonde queiras
O mundo é nosso

Tristeza Cotidiana

O instinto bate a minha porta
Vivemos na natureza morta
O que esteve lhe trazendo alegria
Hoje é escorrido no inox da pia

Não estou sabendo me comportar
Não posso se quer respirar o ar
Estamos no vale dos besouros
Tentando engolir nossos choros

Num espaço gelado a alegria se desintegra
Voltarei para o nada; você se alegra?
Podemos sentar e aceitar assim
Pois nem sempre a tristeza é ruim