Estou preso em um arsenal
Com a genitália em chamas
Preso desde ante-ontem
E ao meu lado duas damas
Estou protegido por uma camada de timidez
Meus órgãos estão trabalhando com rapidez
Estes são meus últimos suspiros
Dentro de um arsenal
Enquanto meus tímpanos estouram
Eu corro o mais rápido que posso
Estes são meus últimos suspiros
Junto com a quebra de meus ossos
Hoje me despeço da desigualdade
Entre sub-mundo e imunda cidade
E o contra-baixo em meus ouvidos
Anunciam meus últimos suspiros
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Fragrância
Quem me dera Deus me dar
Uma vida em seu amar
Uma dose de seu mar
Todos os dias de minha vida
Quem me dera uma vida
Provando a sua saliva
Lhe dizendo o quanto és linda
E te dando minhas mãos
E quem me dera eu ter mãos
Que surrassem sua face
De uma forma bem suave
Como o voo de uma ave
E quem me dera eu ter nascido
Antes de Jesus ter morrido
Ainda me chamaria Rodolfo
E teria Jó como meu sogro...
Uma vida em seu amar
Uma dose de seu mar
Todos os dias de minha vida
Quem me dera uma vida
Provando a sua saliva
Lhe dizendo o quanto és linda
E te dando minhas mãos
E quem me dera eu ter mãos
Que surrassem sua face
De uma forma bem suave
Como o voo de uma ave
E quem me dera eu ter nascido
Antes de Jesus ter morrido
Ainda me chamaria Rodolfo
E teria Jó como meu sogro...
Manifestação
As corridas dos dias nas pernas aflitas
São pedaços de salsichas nas avenidas
Os esboços dos almoços em alvoroço
São fichados nos bolsos que possuem um caroço
E a palhaçada da criançada na calçada
É mal-amada pela farda dos calças-quadrada
São pedaços de salsichas nas avenidas
Os esboços dos almoços em alvoroço
São fichados nos bolsos que possuem um caroço
E a palhaçada da criançada na calçada
É mal-amada pela farda dos calças-quadrada
O meu paraíso
Estranho quando a alma se divide em dois
Em conflito com a arte de deixar para depois
Todas nossas emoções e desejos
Desço hoje no rio das flores
Te busco um par de rosas
E me divirto com sua prosa
Amanhã subo na montanha dos sonhos
Acordo grudado em seu rosto
E ao meio-dia sinto o seu gosto
Depois-de-amanhã é dia de Deus
E eu queria ser Deus
Para escolher estar com você novamente
E cantar em seus ouvidos
Algo que toque em seu sub-consciente
Em conflito com a arte de deixar para depois
Todas nossas emoções e desejos
Desço hoje no rio das flores
Te busco um par de rosas
E me divirto com sua prosa
Amanhã subo na montanha dos sonhos
Acordo grudado em seu rosto
E ao meio-dia sinto o seu gosto
Depois-de-amanhã é dia de Deus
E eu queria ser Deus
Para escolher estar com você novamente
E cantar em seus ouvidos
Algo que toque em seu sub-consciente
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