terça-feira, 26 de junho de 2012

Bela menina
Nasceu nos subúrbios da Itália
Encanta uma grande platéia
Ao som de uma música clássica
Estão chegando
7, 8, 9, 10...
Fez o feitiço em todos
E tudo isso na ponta dos pés
Sua dança é macia e suave
Vai em um segundo
Do agudo ao grave
És uma ave
Um monumento cor-de-rosa
Por dentro és radiante
E por fora és formosa

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ah, o Underground

Que vida de maldades
Me pego em velhos trajes
Andando pela cidade
Ah... o Underground!


Te beijo em metades
Mesmo atras das grades
Continuo te consumindo
Para dentro de minhas veias


Ah, o underground...


Enquanto casais se aconchegam em suas cobertas
Estamos embaixo da chuva
Molhando nossos cabelos
Em uma poça de loucura


Não espero o melhor
Pois as vezes o pior
Acaba sendo o melhor
Ah, nada se explica
No underground...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dias se passam
Só não passa a solidão
Quem ameniza é o violão
Enquanto arranho suas cordas
Os pingos da chuva se espalham no chão...

O amor

Sentimento que persiste em dançar em nossas entranhas
Que não desiste em maltratar nossas lembranças
Com sonhos lindos pela noite chuvosa...
O amor é cruel, e ao mesmo tempo maravilhoso
É para sempre, e ao mesmo tempo momentâneo...
São as conversas carinhosas
São os versos e prosas
São as brigas e caricias
São os beijos e malícias
São a felicidade e a ganancia 
É a estupidez e a ignorância
E sempre insistimos em achar que é ruim
Sempre insistimos em evitá-lo 
Ahhhhh o amor...
É bonito mesmo de longe
Enquanto dois personagens sofrem
Ele traz os pensamentos bons
E faz o amor continuar sendo lindo
Ah
O amor...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A lua nunca descansa

A lua nunca descansa
Mesmo de dia, continua sua dança
Bem longe do sol pois lhe causa lembranças
De quando eram um casal apaixonado
E foi destruído por um tal de Geraldo
Marido do sol
Astronauta mongol
Que se perdeu no espaço
E hoje vive grudado ao astro
Num calor infernal...
E a lua aos choros
Pra esquecer é dançar
Mesmo sem o seu amor
Continua a brilhar...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Desanuviar

Quem sabe o sol quem sabe o ar;
Quem sabe o vento vai parar de soprar;
Quem sabe um dia as nuvens um dia desanuviar;
Quem sabe a fome, quem sabe a paz;
Quem sabe um dia tudo me satisfaz;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Quem sabe as trevas, quem sabe a luz;
Nem sempre é ouro aquilo que nos seduz;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Vai embora nuvem, vai embora e não vem mais;
Quem sabe tudo fica como está;
Quem sabe a música para de tocar;
Quem sabe se é hoje o dia de desanuviar;
Vai embora nuvem, vai embora e não vem mais...
(Os mutantes - Desanuviar)


"O pingo da depressão
Que entra pela sua janela
Molha todo o seu corpo
Acompanhado de insônia e tédio."

Já pode cessar



Já pode cessar
A chuva que transborda o mar
Que entope o escapamento dos fuscas
E que enche os bueiros de solidão
Já pode cessar
O dilúvio dos tempos modernos
Toda a água vai para o inferno
Apagar o fogo que o diabo acendeu
E fazer uma nova aliança...
A chuva é o choro
De Deus e Diabo
Por terem se reencontrado
Em um dia ensolarado...
Olha,
Entre um pingo e outro
A chuva não molha
(Millôr Fernandes)


27, vagabundo, sem responsabilidade
Escreve músicas, se droga e pede um pouco mais
A dose perfeita nunca esteve em seu alcance
Abandonando amores e romances

Objetivos longos olhos caídos do cansaço
Música se aconxegou, fígado estraçalhado
Algo sempre lhe corria sua mente se varia
Seu dom se expandia, sua face de alegria

Com a dor de pensamentos, sobre a vida curiosa
Um cowboy bem sucedido com idéias e prosas
A incontrolável solidão lhe alcançava com fartura
Mas saia pra beber, aproveitava a loucura

A noite poderia iluminar com a mesma lua
Mas sua vida era uma imensa tortura
Com idéias destruidoras, caiu seu planalto
Seu corpo sobre a queda e sua alma sob o alto

Sua lucidez lavada com um período propício
Sua única saída no terraço de um edifício
O diabo lhe ofereceu a entrada para um gol
E hoje no inferno tocará seu rock n' roll

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A cura é o tédio

Em uma segunda-feira com chuva
Desconfia-se até de uma uva
Que com um olhar esroxeado
Nos trai na nossa frente
E o clemente
Que diz ser um bom carpinteiro da região
Vi pulando e destruindo
A horta do Seu João...
Na segunda-feira tudo pode acontecer
Talvez uma tartaruga vir a correr
E lhe pedir a permissão 
Para beber um gole de sua pinga com limão
Na segunda-feira chuvosa tudo acontece
Até o escuro esplandece
O coveiro faz prece
E até o que era tédio
Passou os segundos
E virou o remédio

Ninguém quer o que é estranho


Ninguém quer alguém com cicatriz
Em um rosto humano
Ninguém quer dormir de conchinha
Com um orangotango
Ninguém quer soar o nariz
Com esponja de aço
Ninguém troca um selinho
Por um forte abraço


Ninguém quer o que é estranho
Afinal o que é estranho?
Ninguém quer o que é estranho
Afinal


Ninguém quer casar de amarelo
Porque o branco é belo
Ninguém quer coleção de lixo
Porque o carro é esbelto
Ninguém quer ouvir Rock n' Roll
Porque não ta na moda
Ninguém quer andar descalçado
Porque prefere a bota
Se a reencarnação é real eu não sei.
Mas tento viver como se esta fosse a última chance. (José Aparecido)

A reencarnação da Poesia

Foi recostada num sopé que ouvi
Ao longe um insistente batimento
Descompassado e meio aflito
Assuntei contra a direção do vento.

Meu peito vibrava noutra freqüência
Perguntei “quem está aí aposto?”
Com amiudada repetição sai
Na vã busca por um rosto.

Diante do silêncio continuei
Tropecei e abaixei o olhar
“Uma pedra falante!”, exclamei...
E parei para escutar:

-Sou a poesia que nada deseja.
Perdida nas encostas sem saída
Só quero voltar para o teu peito
E de novo compor a tua vida.




Por: Soaroir Maria de Campos
Março 14/08

Ativando a Reencarnação

Bom, fiquei um tempo sem postar, e agora resolvi mudar um pouco o blog.
Tenho 184 postagens, com apenas 1 que não é feita por mim(Carta suicida de Ian Curtis).
183 poemas/poesias/músicas feitas em pouco mais de 1 ano de blog.
Agora começarei postar coisas minhas, coisas dos outros e não somente poemas, mas fotos, vídeos, etc...
É isso.