Ando descalço pelo perfurado asfalto
Com um pé machucado
E o coração apaixonado
Entrando em loucura numa parede à vapor
Fumaça vermelha-azulada com cheiro de amor
Vejo uma velha índia que acena com suas mãos enverrugadas
Me diz onde é a fonte com água
Que matarás a sede de minha saudade
E que mandarás essa distância para um imundo lugar
Onde nunca mais nos atrapalhará...
quarta-feira, 25 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Dilúvio
Passeava por um bosque sujo e quieto
Fumando meu cigarro amassado
Com um palitó amarrotado
Enquanto um mendigo bem vestido me pedia um trocado
E falava para mim esquecer o passado
Mal tirei o dinheiro do bolso quando me colocou as mãos em meus ombros
E falou que em uma vida louca levamos tombos
E que amava falar com os pombos
E me disse sobre uma vida passada
Em que namorava girafas
E que uma delas lhe disse:
"Você não vê o que vejo. Lá no topo da montanha; um escorrimento de gelo maravilhoso..."
E no instante a topeira lhe disse:
"Mas vejo o que acontece por baixo de seu nariz, posso me banhar em um lindo chafariz, e tirar fotos com turistas estranhos dizendo: XIS!"
A girafa deixou-se escapar uma grossa lágrima de seus olhos, onde um pingo inundaste um mundo inteiro.
Quando eu já ia saindo de perto do mendigo ele me olhou dentro dos olhos e disse com ar de refúgio:
- Foi aí o início do dilúvio.
Fumando meu cigarro amassado
Com um palitó amarrotado
Enquanto um mendigo bem vestido me pedia um trocado
E falava para mim esquecer o passado
Mal tirei o dinheiro do bolso quando me colocou as mãos em meus ombros
E falou que em uma vida louca levamos tombos
E que amava falar com os pombos
E me disse sobre uma vida passada
Em que namorava girafas
E que uma delas lhe disse:
"Você não vê o que vejo. Lá no topo da montanha; um escorrimento de gelo maravilhoso..."
E no instante a topeira lhe disse:
"Mas vejo o que acontece por baixo de seu nariz, posso me banhar em um lindo chafariz, e tirar fotos com turistas estranhos dizendo: XIS!"
A girafa deixou-se escapar uma grossa lágrima de seus olhos, onde um pingo inundaste um mundo inteiro.
Quando eu já ia saindo de perto do mendigo ele me olhou dentro dos olhos e disse com ar de refúgio:
- Foi aí o início do dilúvio.
Hoje sentarei em uma calçada qualquer
E não gritarei sobre como é gente fina a Esther
E nem falarei sobre os pecados de uma mulher
Sentarei com meu violão e a minha carreira de cocaína
Para tocar nas cordas a dose de Adrenalina
Para mandar Satanás em seu lugar
E Deus em um sujo pomar
Hoje vou me perguntar sobre a garota em que eu havia visto
E mal lembrar a cor de seu vestido
Hoje meus olhos vão estraquinar
Até o primeiro raio de sol raiar
Até o primeiro galo estragar meus ouvidos ao cantar
Hoje ouvirei de tudo e tentarei ser eclético
Com a língua cheia de Ácido Lisértico
B
Te vejo em volta de minhas pupílas
E me parece agradável
Te ouço por entre os tímpanos
E é tão sociável...
Mas caio em pensamentos maliciosos
Apodreço junto aos meus ossos
Que merda de vida
Me dê uma dose de pinga
Que hoje estarei em silêncio
Compondo idiotices
Eu e meu pensamento..
E me parece agradável
Te ouço por entre os tímpanos
E é tão sociável...
Mas caio em pensamentos maliciosos
Apodreço junto aos meus ossos
Que merda de vida
Me dê uma dose de pinga
Que hoje estarei em silêncio
Compondo idiotices
Eu e meu pensamento..
Insonia
Estou deitado
E a vida desce
Me passa pela cabeça o que não de via passar
Me dá enjoo e falta de ar
Levanto e vou tomar um copo d'agua
Dou a cara na janela
Vou dar umas tragadas
Mas tudo volta quando eu deito
O mundo me sufoca por dentro dos olhos
E só acaba o sonho quando os abro...
Não vejo alegria e nem macacos...
E tudo acontece quando estou deitado...
E a vida desce
Me passa pela cabeça o que não de via passar
Me dá enjoo e falta de ar
Levanto e vou tomar um copo d'agua
Dou a cara na janela
Vou dar umas tragadas
Mas tudo volta quando eu deito
O mundo me sufoca por dentro dos olhos
E só acaba o sonho quando os abro...
Não vejo alegria e nem macacos...
E tudo acontece quando estou deitado...
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