sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vinte e sete


27, vagabundo, inotável sem responsabilidade
Escreve músicas, se droga e pede um pouco mais
A dose perfeita nunca esteve em seu alcance
Abandonando amores e romances

Com objetivos longos olhos caídos do cansaço
A música se aconxegou e o fígado estraçalhado
Algo sempre lhe corria sua mente se varia
Seu dom se expandia, sua face de alegria

Com a dor de pensamentos, sobre a vida curiosa
Um cowboy bem sucedido com idéias e prosas
A incontrolável solidão lhe alcançava com fartura
Mas saia pra beber, aproveitava a loucura

A noite poderia estar a iluminar com a mesma lua
Mas sua vida era uma imensa tortura
Com idéias destruidoras, caiu seu próprio planalto
Seu corpo sobre a queda e sua alma sob o alto

Sua lucidez lavada com um período propício
Sua única saída no terraço de um edifício
O diabo lhe ofereceu a entrada para um gol
E hoje no inferno tocará seu rock n' roll

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