quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Carta Suicída de Ian Curtis
"Para não saturar, esfacelar os olhos e a memória, ocupo-a com mais um nome. Mas há sempre um que fito e recordo mais frequentemente:SUBLIMAÇÂO.
É terrível chegar à conclusão de que as leis, sob as quais temos regido a nossa forma de agir são falsas e infundamentadas.
Preciso de reduzir as probabilidades de me analisar, dos erros serem cometidos e das consequentes deslocações do pensamento para recantos deprimentes. Solicito o sono.
Não posso viver sem ti, porem estando contigo, asseguro-me peremptoriamente de que não te amo, para depois regressado à solidão do quarto masculino, rachar a parede com o clamar brutal do teu nome. É insustentável limitar o meu amor aos contornos do teu corpo e como alienação é impossível (quando ao telefone retive o desejo que sejas tu), decidi suicidar-me. Perdoa-me sou um irrecuperável malabarista da melancolia, nem a sonhar construo finais felizes."
Um Amigo
Ian Curtis
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