sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A menina nos fode com suas atitudes
E estamos sempre querendo
A vadia nos mata com suas palavras
E estamos sempre esquecendo
De tudo dito
Do reescrito
E o pobre albino
Que procura um amor no coração da vagabunda
Explora sua cabeça até o último neurônio
E a única coisa que encontra
É um ritmo de funk
Tocado por James Brown
E uma simples canção
Que diz como um albino é mal...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Filho do Louco

Que noite maldita
Andarei com andarilhos
Viajarei com viajantes
E comerei um prato delicioso
Com um grupo de degustadores
Está próximo o dia
E maltratarei os que maltratam
Fumarei os que fumaram
E ficaremos drogados
Para todo sempre
Junto ao meu mestre
Possuídor do canivete
Que corta seus cabelos
E faz um lindo buquê de Pelos!
Está na mesa o humilde jantar
E o pássaro estás à cantar
Em uma casa pouco velha
Mora a moça Amélia
Que com seu lindo sorriso
Cativa os pobres meninos
E com sua bela inocencia
Viaja em poemas
E transforma a sua vida
Em um mar de poesia...

Me cega os olhos seu cabelo em chamas
Seus sorrisos em metais
E sua alegria..
Me faz pensar este seus olhos fixos
Coração como um político
Roubando minha atenção...
Que mansão!
Uma parede e quatro pulmões
Se juntando em palavrões
Que tornam a noite mais estrelada
Quanta moçada!
Me perco em copos pequenos
E me vejo pensando
Em seus pensamentos

Independência ou Shorts

Estás totalmente nu
Tanto físico
Quanto espirito
Quantos risos
E poucos rabiscos
Em uma vida traçada por fezes
Que a cada dia é feita uma descoberta
Um dia é Maria, no outro é Roberta
Abre Alas!
Está chegando a alegria
E vai  fazer da nossa vida
Uma carta de despedida...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Procuro fertilidade na mesa de um milionário
E encontro propriedades em um bolso recheado
E encontro abundancia numa garagem asfaltada
E encontro várias notas numa cesta dizimada
E o homem me esfaqueia
Mentirando-a vida alheia
E a senhora me maltrata
Me obrigando a ouvir
Uma chata serenata
Que soua na estrada
Uma voz desafinada..
Não possuo alegrias
Apenas alergias
No meu braço fino
Não possuo limites
Apenas alpistes
Em um prato antigo
Amigo
Lhe coloco meu ultimo sentimento sobre a mesa
E o ultimo suspiro é a sobremesa
Me agradeça
Por lhe dar carinho por toda a vida
E no final
Não tenho nem saliva
Para expressar o fim..